Emile Durkheim
É o conceito principal. Para ser um Fato Social, a "coisa" (comportamento ou regra) precisa ter três características:
-Coercitividade:
Exerce pressão social ou punição se você não seguir
(ex: leis, moda). Você "escolhe" usar roupas ao sair de casa , Se você sair nu, será preso por atentado ao pudor .
-Exterioridade:
Existe antes de você nascer e independente da sua vontade (ex: a língua
portuguesa).
Se você decidir que a partir de amanhã a palavra "casa"
significa "avião", o resto da sociedade continuará usando
"casa".
-Generalidade:
Se repete na maioria dos indivíduos do grupo. Quase todo
brasileiro come arroz com feijão ; A ideia de formar uma união formal (civil ou
religiosa)
-Solidariedade
Mecânica:
Comum em sociedades "primitivas" ou antigas.
União por semelhança (todos fazem quase as mesmas coisas).
Forte consciência coletiva.
Quase todos fazem as mesmas coisas (caçam, plantam, pescam).
As tradições, a religião e os valores são compartilhados por todos de forma
rígida.
-Solidariedade
Orgânica:
Comum em sociedades modernas/industriais.
União pela interdependência (precisamos uns dos outros porque
as funções são especializadas).
Divisão do trabalho social é complexa. Divisão do Trabalho: Existe
o médico, o gari, o padeiro,o professor e o motorista de ônibus. Ninguém faz
tudo sozinho; cada um se especializa em uma área.
Cotidiano
escolar como laboratório sociológico
O cotidiano da escola é um espaço privilegiado para a compreensão dos
conceitos de Durkheim, pois concentra normas, instituições e práticas sociais
altamente reguladas.
Anomia: para
além do julgamento moral
anomia é um estado de "ausência de leis" ou desregramento
social.
Situações de violência, indisciplina ou desorganização costumam ser explicadas
pelos estudantes (e, muitas vezes, pela própria escola) como falhas morais
individuais. A perspectiva durkheimiana permite reinterpretar esses fenômenos
como sinais de fragilização da regulação social
Durkheim provou que até
um ato individual tem causas sociais. Ele dividiu em 3 tipos:
Egoísta: Quando o
indivíduo se sente desconectado da sociedade.
Altruísta: Quando o
indivíduo se mata pelo grupo (ex: homens-bomba ou soldados).
Anômico: Ocorre em
crises econômicas ou mudanças bruscas (falta de regras).
Max Weber
O Objeto de Estudo: Ação Social
Para Weber, a sociologia deve entender o sentido que as pessoas dão ao que fazem.
Uma Ação Social é qualquer conduta humana que tenha um sentido
orientado para o outro.
Racional com relação a fins: Você age para atingir um objetivo
prático (ex: estudar para passar no ENEM).
Racional com relação a valores: Você age por causa de uma crença ou
princípio moral, sem focar no resultado (ex: ser honesto mesmo que saia no
prejuízo).
Afetiva: Movida por sentimentos e emoções (ex: um abraço ou um
grito de raiva).
Tradicional: Seguindo hábitos e costumes (ex: pedir a bênção aos
pais ou tradições familiares).
Tipos de Dominação (Por que obedecemos?)
• Weber explica que
aceitamos o poder de alguém por três motivos principais:
• Legal-Racional: Obedecemos às
leis e regras (ex: o juiz, o policial, o estatuto da escola).
• Tradicional: Obedecemos
porque "sempre foi assim" (ex: o rei, o patriarca da família).
• Carismática: Obedecemos por
causa da personalidade heroica ou sagrada do líder (ex: líderes religiosos ou
revolucionários).
A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo
• Sua obra mais famosa.
Ele defende que:
• A religião
(especialmente o Calvinismo) ajudou o capitalismo a crescer.
• Para os calvinistas,
o trabalho duro e a poupança eram sinais de salvação divina.
• Desencantamento do
Mundo: Com o tempo, a ciência e a burocracia substituíram a magia e a
religião nas explicações sobre a vida.
Karl
Marx
O Motor da História: Luta de Classes
Para Marx, a história da humanidade é a história da luta entre quem
possui os meios de produção e quem possui apenas sua força de trabalho.
Burguesia: Donos das fábricas, terras e máquinas (meios de
produção).
Proletariado: Trabalhadores que vendem sua força de trabalho em
troca de um salário.
A Base de Tudo: Materialismo Histórico Dialético
• Infraestrutura: É a base
econômica (técnicas de produção, relações de trabalho). Para Marx, a economia
determina como a sociedade pensa.
• Superestrutura: São as ideias,
leis, religião e política. Elas servem para manter a estrutura econômica atual.
• 3. Exploração:
Mais-Valia
• É o conceito-chave
para entender como o patrão lucra:
• O trabalhador produz
um valor, mas recebe apenas uma pequena parte disso como salário.
• A diferença entre o
valor que o trabalhador produz e o que ele recebe de fato é a Mais-Valia (o
lucro do patrão).
O Trabalhador Perdido: Alienação
• No sistema
capitalista, o trabalhador é alienado por três motivos:
• Do produto: Ele faz uma
peça, mas não é dono do objeto final.
• Do processo: Ele não entende
como o produto inteiro é feito (só aperta um botão ou parafuso).
• De si mesmo: Ele trabalha
apenas para sobreviver, não se sentindo realizado no que faz.
• 5. Ideologia e
Revolução
• Ideologia: Conjunto de
ideias da classe dominante que faz a exploração parecer "natural" ou
"correta".
• Consciência de
Classe: O momento em que os trabalhadores percebem que são explorados e se
unem.
• Revolução: A proposta de
Marx para derrubar o capitalismo e instaurar uma sociedade sem classes
(Comunismo).
CULTURA
Obra Sociologia para o
Ensino Médio - Nelson Dácio Tomazi
1. A Definição de Cultura
Para a sociologia, cultura é tudo o que é produzido pela
humanidade: ideias, crenças, leis, moral, costumes, arte, ferramentas e
tecnologia. É o modo de vida de um povo. O autor enfatiza que não existe ser
humano sem cultura; ela é o que nos diferencia dos outros animais, substituindo
o instinto pelo aprendizado.
2.
Natureza vs. Cultura
O autor explica que, enquanto os animais agem por instintos biológicos
programados, os seres humanos agem conforme o que aprendem em sociedade. A
cultura é um processo de construção social. Por exemplo, todos os
seres humanos precisam comer (necessidade biológica/natureza), mas o
que, como e quando comemos é determinado
pela cultura.
3.
Cultura Material e Imaterial
Tomazi divide a produção cultural em duas esferas que se complementam:
Cultura Material: Refere-se aos objetos tangíveis, como
instrumentos de trabalho, vestuário, habitações e tecnologia.
Cultura Imaterial: Refere-se aos elementos simbólicos e abstratos,
como a linguagem, a religião, os valores, as normas sociais e os conhecimentos
científicos.
4. Diversidade Cultural e Etnocentrismo
Um dos pontos mais críticos da obra é a análise do encontro entre
diferentes culturas.
Diversidade: As respostas humanas aos desafios da existência são
variadas, gerando uma pluralidade de modos de vida.
Etnocentrismo: É a tendência de ver o mundo através de nossa
própria cultura e considerar nossos valores como "superiores" ou
"corretos", enquanto o "outro" é visto como exótico,
primitivo ou errado.
Relativismo Cultural: Tomazi propõe que cada cultura deve ser
compreendida dentro de seus próprios termos, sem julgamentos de valor externos,
combatendo preconceitos.
5.
Cultura e Poder (Indústria Cultural)
A cultura é produzida e consumida na modernidade. Ele discute
a Indústria Cultural (termo de Adorno e Horkheimer), onde a
cultura passa a ser tratada como mercadoria.
Cultura Erudita: Produzida por uma elite intelectual.
Cultura Popular: Fruto da tradição e da identidade de um povo.
Cultura de Massa: Criada para o consumo rápido e padronizado pelos
meios de comunicação, visando o lucro e a homogeneização dos comportamentos.
6.
Identidade e Mudança Cultural
A cultura não é estática. Tomazi argumenta que ela está em constante
transformação através do contato entre povos (aculturação) e das
mudanças históricas internas. A identidade cultural é, portanto, fluida e se
reconstrói à medida que a sociedade evolui.


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